A bicicleta como solução - Jornal Minuano Online - Bagé

Quase diariamente, a dona de casa Eliana Silva Gonçalves, 29 anos, parte de sua residência, no bairro São Judas, em direção à localidade do Quebrachinho. Como condução, conta com uma bicicleta. “Sempre tive costume de usar, desde quando eu morava em uma chácara. Na época, o pai colocava a mãe atrás da sua bicicleta. Uns iam carregando os outros”, conta. O veículo fez parte de sua infância e foi a solução para não perder a hora da aula: “eu ia para o colégio de bicicleta, mas o Julinha Taborda era perto de casa”. Agora, os filhos Elias, de três anos, e Eliseu, de um ano, descansam durante o percurso de, aproximadamente, 10 quilômetros, em duas caixas, acopladas na frente e atrás da estrutura de duas rodas.
A cena só não se repete quando a chuva chega à Campanha: “eu não deixo de vir, mas eles ficam em casa”. O motivo de tamanho sacrifício é justificável: acontece que Eliana precisa se deslocar até o local para visitar ora a irmã, ora a mãe, que residem no bairro Santa Therezinha, habitacional próximo ao Quebrachinho. Para ela, essa não é uma opção, mas uma condição. “Não tenho como vir a pé, pois é muito longe, e não tem um ônibus que venha até aqui, então esse é o jeito”, relata. Ainda assim, ela aponta benefícios para seu estilo de vida: “é mais cômodo e gasta menos”. Justificativas que também levam o autônomo Manoel Bueno Lopes, 47 anos, a utilizar a “magrela”. Para ele, as pedaladas nada têm a ver com saúde ou esporte: “é por necessidade” Cidadãos como Eliana e Lopes integram uma fatia de bajeenses alheia a índices como os que apontam que, hoje, o município conta com quase 50 mil veículos automotores. Contudo, assim como os motoristas de carros de diferentes portes e motocicletas, os ciclistas enfrentam problemas como trânsito superlotado, imprudências de outros condutores e, até mesmo, estacionamento. Para a resolução desse problema, porém, não é preciso um projeto como o do estacionamento rotativo e de sua burocracia que, ao que parece, impede a paz de uma cidade de pouco mais de 116 mil habitantes, mas, apenas, de um local adequado e de uma reeducação. Aprender a andar de bicicleta levou países como a China a se tornar sinônimo de qualidade de vida. Em Bagé, leva o pequeno Gabriel, de oito anos, a descobrir o prazer da liberdade. Conforme explicou a mãe do menino, a dona de casa Cármen Medeiros, 45 anos, esse foi um presente muito desejado. “E é ótimo manter ele longe da televisão e do videogame”, diz. Ela destaca, também, a oportunidade de aliar exercícios físicos à diversão: “é um brinquedo para ele, para outros um esporte, para todos faz bem”. Com a inexperiência de quem só conduz pelo pátio de casa, pela praça da cidade ou, ainda, na calçada que separa destinos próximos, Gabriel garante que não troca por nada, nem por um carro, sua conquista: a primeira bicicleta.

Contexto nada próspero

Mas com a idade, chegam as responsabilidades, disso Lopes sabe bem. São 12 quilômetros entre a Vila Damé e a estância onde trabalha: o percurso é cumprido duas vezes ao dia: “uso porque é mais barato”. Para quem tem tamanha experiência, afinal, são quilômetros acumulados, o conhecimento do trânsito bajeense remete à indignação: “ninguém respeita os ciclistas, além disso não há onde deixar a bicicleta. Para ir ao centro, só de ônibus”. O medo é do furto, fruto de outro tipo de desrespeito. Situação pela qual o universitário Antoniel Martins, 24 anos, já passou: por duas vezes, sua bicicleta foi levada de locais que considerava como seguros. Resultado: hoje, sonha com a compra da quarta bicicleta. “Aprendi a andar por volta dos seis anos de idade. Tive três bicicletas até hoje. Sem dúvida nenhuma, ela facilitou meus deslocamentos para o trabalho, universidade e para diversas atividades diárias”, considera.
Se para ir trabalhar ou estudar é preciso segurança, o que não é preciso para quem utiliza a bicicleta como transporte e local para carregar o que, logo, se transformará em renda? O catador Elder Lopes Vivian, 57 anos, aposta no respeito ao espaço de cada um. Tanto que avalia que a cidade já melhorou. Há dois anos na atividade, mas há 40 como condutor, ele diz que a situação já foi bem pior: “agora respeitam mais os ciclistas, principalmente aqueles que estão trabalhando”. Para a opção pela bicicleta, um argumento: “para carroça não tenho espaço, a bicicleta é mais econômica e fácil de andar. Só complica com a chuva. Com a umidade, o papelão pesa mais”.
Mas na hora de estacionar tudo se complica, conforme defende Martins: “é pouco o oferecimento de espaços seguros para as bicicletas. Geralmente, temos que deixar em postes e fixar numa corrente ou pedir para guardar dentro de algum estabelecimento. Acredito que isso decorre de um aspecto cultural: a bicicleta ainda é vista como veículo direcionado para lazer e só. As ciclovias disponíveis se encontram próximas a locais onde as pessoas fazem caminhadas. Saindo desse perímetro não se encontra referência alguma de sinalização para ciclistas. Ou se percorre no meio da rua, em conjunto com carros e motos, ou a alternativa são as calçadas, o que não é permitido por lei. Todos ficam confusos: tantos os ciclistas quanto os motoristas e pedestres”.

Posição da SMTC
Conforme o secretário municipal de Transporte e Circulação, Mílton César Silva, não há projetos para atender uma demanda que considera pequena: “não há previsão de espaços para estacionamento porque não há nenhum pedido e até por que não há um fluxo grande de ciclistas ou, pelo menos, nada que a gente já possa se preocupar”, disse. Quando questionado sobre a possível solução que a adoção das bicicletas representaria para o trânsito da cidade e se o investimento em espaços adequados viriam a incentivar essa mudança de hábito, ele rebateu: “pode até ser que sim, mas a cidade tem muitos veículos e os ciclistas têm que ter cuidado redobrado, pois, para eles, o trânsito é ainda mais perigoso”.

Fonte: Jornal Minuano Online
Um grupo de apaixonados pela liberdade que encontra em duas rodas uma forma de expressão. Por esporte, por lazer, por qualidade de vida, por respeito no trânsito, por turismo, pela qualidade do ar ou somente por curticeira mesmo.

Os pedais semanais são distribuídos da seguinte forma:

- 3ª feira - 20h - nível iniciante
- 5ª feira - 20h - nível médio
- sábados - 16h - nível iniciante (um pouco mais longo)

As informações mais específicas de cada pedal estão postadas no blog http://leandropedal.blogspot.com

Utilizamos o google grupos para divulgar informações sobre as atividades do grupo, artigos relacionados ao mundo da bicicleta em suas diversas modalidades, promover discussões entre os membros e marcar pedaladas em horários extra de acordo com os objetivos de cada um (passeio, treino para competições, cicloturismo, etc).

Para se cadastrar é necessário somente o envio de sua solicitação para leandro.karam@gmail.com e participar!!!

Pratique saúde, faça amigos e desfrute da vida em meio a natureza!!!

Air Bag para ciclistas

Criado pelos suecos Anna Haupt e Alstin Terese como um projeto de faculdade, o "Hövding" (chefe em sueco) se apresenta como um verdadeiro air bag para sua cabeça.

Trata-se de um dispositivo montado dentro de um "colar" bem volumoso (que para os cycle chics pode ser disfarçado como um cachecol elegante) que funciona da mesma forma que os dispositivos dos carros: o saco explode em caso de acidente e envolve sua cachola num piscar de olho, formando um verdadeiro capuz inflável.

Funciona? Bem, na dúvida os criadores se preocuparam em fazer os devidos testes (veja o vídeo) que simulam diversas situações de acidentes que um ciclista pode sofrer. E aparentemente, a invenção parece cumprir sim com seu papel!

O air bag funciona através de sensores que a a partir de giroscópios e acelerômetros, monitoram constantemente cada movimento do ciclista. A bolsa é inflada em milésimos de segundos quando você estiver em perigo.

Então por que usar isso ao invés de um capacete? Estilo com certeza é a primeira coisa que vem à mente. E acredito que o objetivo dos criadores é justamente permitir que você vá trabalhar bem arrumado, sem se preocupar em desmanchar seu cabelo. E é claro, apresentar também uma nova alternativa de segurança bem mais eficaz que os capacetes atuais.

fonte: http://www.pedal.com.br

Ciclismo e Cross country no Mircamp

Nos dias 23-24 de outubro teremos o MIRCAMP, o maior evento de 02 e 04 rodas da região sul realizado nos pavilhões do Centro de Eventos onde ocorre a Fenadoce

No dia 24 de outubro junto ao evento ocorrerá a V ETAPA DO CAMPEONATO ZONA SUL DE CICLISMO e também uma prova festiva de CROSS COUNTRY.

Informações: Lizandro Nobre (53)32211858/ 91499225

http://www.mircamp.com.br

Hidratação - Entenda a importância de isotônicos e água para o seu pedal!

Durante a prática da atividade física o processo de hidratação torna-se ponto chave para o ciclista, seja no pedal com os amigos, no treinamento ou nas competições. O desgaste intenso e as altas temperaturas obrigam os profissionais, em alguns momentos, a ingerir entre 10 e 12 litros de água e ou isotônicos por etapa.

Fica claro, portanto, a importância dos repositores energéticos/ água na vida dos atletas,estando ou não sobre a bicicleta. Muitos, porém, não sabem o porquê de tanto destaque e cuidado com este processo.

Em conversa com a nutricionista Bruna Pineda, o Prólogo buscou destrinchar e apresentar as características e funções dos líquidos dentro do esporte.

“As bebidas energéticas são compostas por cafeína, taurina (aminoácido), vitaminas e podem conter uma fonte de carboidratos e outras substâncias, cujo objetivo é fornecer energia e aumentar o desempenho quando utilizados por praticantes de atividade física e atletas”, disse Bruna.

Os repositores hidroletrolíticos, ou isotônicos, são produtos formulados a partir de concentração variada de eletrólitos (sódio, cloro), associada a concentrações variadas de carboidratos. Opcionalmente, estes produtos podem conter potássio, vitaminas e ou minerais. O objetivo é repor líquidos e eletrólitos perdidos através da transpiração o e manter glicemia adequada durante a atividade física, principalmente, as de longa duração.

Para os que imaginam que a ingestão desses suplementos melhora o rendimento; prepara-se, pois estudos mostram que o efeito não é absolutamente nada disso.

“Estudos realizados com bebidas energéticas não demonstram melhora significativa na performance de praticantes de atividade física e atletas. O único ingrediente com efeito ergogênico comprovado é a cafeína, que afeta quase todos os sistemas do organismo, sendo seu efeito mais significativo no sistema nervoso central (SNC)”, explica a nutricionista.

“Quando consumida em baixas dosagens, provoca aumento do estado de vigília, diminuição da sonolência, alívio da fadiga, aumento no metabolismo, entre outros efeitos benéficos para o exercício. Porém em altas dosagens podem causar sintomas como nervosismo, insônia, tremores e desidratação.”

Bebidas energéticas podem não ser recomendadas para atletas, pois contém alta concentração de carboidratos, além de substâncias, com exceção da cafeína, que não acrescentam nenhum efeito no desempenho esportivo.

Já os isotônicos devem ser utilizados em atividades físicas intensas (basquetebol, futebol), ou de longa duração (duração maior que 1 hora), ou ainda em lugares com elevado estresse térmico (temperatura e umidade elevadas). Por conterem ingredientes em concentrações adequadas e equilibradas, tendem a facilitar o esvaziamento gástrico e otimizar a absorção intestinal otimizada, o que facilita o controle das concentrações de eletrólitos (principalmente sódio) e glicose no sangue.

“Seu uso é benéfico e indicado nos casos anteriormente citados, porém, por conter grande concentração de eletrólitos seu uso não é recomendado para indivíduos com predisposição a problemas renais, já que o excesso de minerais da bebida eliminado pelo rim pode levar a formação dos cálculos renais”, ressaltou.

A água é uma ótima opção de hidratação, por ser barata, facilmente disponível e ocasionar um esvaziamento gástrico relativamente rápido. Entretanto, para indivíduos que praticam atividade física intensa, prolongada, ou em ambientes com elevadas temperatura e umidade, ela possui desvantagens, já que não fornece eletrólitos e carboidratos, importantes para a manutenção da performance.

‘Para estas situações recomenda-se a ingestão de líquidos (isotônicos) que reponham os eletrólitos e forneçam carboidratos para evitar principalmente a hiponatremia (baixa concentração de sódio plasmático) e a hipoglicemia (baixa concentração de glicose plasmática), que prejudicam significativamente o desempenho do indivíduo, podendo causar sérios danos a saúde do mesmo”, finalizou Bruna Pineda.

Deve-se ingerir líquidos antes, durante e após o exercício, em quantidades que variam individualmente, de acordo com as características pessoais e o tipo de atividade física praticada. Bom pedal!!

Por Tadeu Matsunaga em http://prologo.uol.com.br